Prólogo
( 14 de Abriu, as 18:23 H )
Havia bastante pessoas na rua mesmo estando quase a hora das lojas fecharem.No Centro de Guarulhos as pessoas sempre ficam nas lojas até o ultimo momento.Um grupo de pessoas com sobretudos e roupas pretas, chegavam nas pessoas e perguntavam “O que vai fazer agora?”, algumas pessoas não respondiam, mas outras nem se importavam.Um deles, negro e alto, se aproximou de um homem que aparentava ter 36 anos e perguntou:
-O que vais fazer agora?
O homem pensou e lhe respondeu:
-Agora estou indo para o cinema.- O homem prossegui perguntando informações, mas o homem negro não disse nada e nem lhe deu ouvidos.Ele suspirou, arregalou um pouco os olhos e ficou olhando para o nada.O outro homem estranhou sua reação.
-Esta tudo bem?- Perguntou.Sem receber uma resposta ou ao menos um único olhar, passou a mão na frente do rosto do negro para chamar sua atenção, ele o pegou pelo punho e olhou bem no fundo de seus olhos.
Em uma sala branca, privada de janelas e com apenas uma porta fechada, estava uma mulher loira, com cabelos curtos e cara de encrenqueira, presa pelos punhos e pelo corpo em uma cadeira de madeira, com cordas bem resistentes.Usava uma jaqueta de couro vermelha e não tirava seus olhos castanhos escuros do grupo de pessoas de preto, que estavam a sua frente.
-O que você sabe?- Perguntou o homem negro.Ela deu uma risadinha gozadora.
-Eu não sei de nada, ta bom?
O homem se aproximou e abaixou até que seus olhos ficassem na altura dos dela.
-Nos conte o que você sabe.- Disse com firmeza.
-Já disse que não sei de nada.- Disse a mulher calmamente.Atrás do homem negro, a porta se abriu e o homem que interrogara mais cedo entrou.Parecia estar hipnotizado e seu olhar era vago.
- Quando este homem for para o cinema, você vai morrer.– A mulher engoliu o seco.O homem negro começou a andar em volta da cadeira.- Mas, se nos dizer o que sabe, isso pode ser mudado.- A feição da mulher passou a ser de preocupada.Ela pensou e pensou.O homem parou a sua frente.- Só vou pedir mais uma vez, nos conte o que sabe.
Ela pensou mais um pouco e disse entre os dentes:
-Eu não sei de nada.
Então o negro disse para o outro homem:
-Pode ir.- O que estava hipnotizado saiu então, e as outras pessoas também.A porta havia ficado aberta e a mulher estava sozinha.Ela tentou e tentou se libertar, mas as cordas eram muito resistentes e logo se cansou.Foi quando um choque de realidade veio sobre ela, como se o tempo todo ela estivesse sonhando e só naquele momento acordasse.Então percebeu que não estava presa por cordas, e sim, por fios de cabelo.Com um único puxão ela se libertou e correu para a porta.
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